A capacidade de geração do projeto da Usina Termelétrica de Rio Grande (UTE Rio Grande), que está sendo conduzido juntamente com o Terminal de Estocagem e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (Tergás), deve ser aumentada.
A capacidade de geração do projeto da Usina Termelétrica de Rio Grande (UTE Rio Grande), que está sendo conduzido juntamente com o Terminal de Estocagem e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (Tergás), deve ser aumentada. O sócio-diretor da Gás Energy Marco Tavares informa que começarão os estudos de interligação dos empreendimentos, o que pode expandir a potência da térmica. A ideia é aproveitar o calor que sairá da térmica para aquecer o gás liquefeito. A expectativa, com a nova configuração, é de um incremento de capacidade um pouco acima de 10%. Inicialmente, a estimativa de geração do complexo era de cerca de 1 mil MW (cerca de 30% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul).
\"Quanto mais potência nós tivermos, melhor para o valor econômico do projeto, isso vai nos dar competitividade no leilão\", aponta Tavares.
Os leilões de energia são os mecanismos estabelecidos pelo governo federal para realizar a venda, pelo menor preço possível, para o sistema elétrico nacional. A Gás Energy pretende participar com seu
empreendimento da disputa esperada para julho deste ano. Atualmente, duas empresas de engenharia estão conduzindo os projetos básicos do terminal e da usina. A Kellogg Brown & Root (KBR) é a responsável pelo terminal e a Omega Engenharia, com o apoio da General Electric (GE), pela usina. O eventual aumento de capacidade da térmica não seria acompanhado por um investimento extra de grande porte. A previsão é de que no terminal de GNL serão investidos em torno de
US$ 450 milhões e na usina mais US$ 800 milhões (US$ 1,25 bilhão).
Desde que a Gás Energy anunciou seu empreendimento no Palácio Piratini, em meados de dezembro, conforme Tavares, a empresa avançou nos projetos de engenharia e recebeu os primeiros layouts das duas plantas.
A companhia entrou no final do ano com pedido de licenciamento ambiental na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Tavares espera receber o termo de referência para fazer o estudo de impacto ambiental nos próximos dias. A Gás Energy também ampliou as negociações com os fornecedores de GNL e com eventuais investidores nos complexos. A empresa mantém contatos com bancos e com fundos de
investimentos. Tavares acredita que antes do final de abril esteja definido todo o escopo societário dos projetos.